sexta-feira, 6 de maio de 2011

De Plebéia à Princesa (6a. Parte)


CUIDANDO DO PRÓXIMO
“A FILHA DE FARAÓ”

Finalmente, chegamos ao último dia do nosso estudo. Era para ter postado esta última parte no domingo, mas, como o final de semana foi muito corrido devido a nossa Santa-Ceia, só tive este tempo hoje.
Tudo o que aprendemos neste estudo é que, como princesas do Reino de Deus, o Grande Rei, precisamos agir de acordo com Sua Soberana vontade, precisamos agir de acordo com os padrões deste Reino. E como conseguimos isso? Lendo a Palavra de Deus e conhecendo seus princípios para as nossas vidas.
Hoje, quero falar sobre algo muito importante para Deus: o zelo, o cuidado pelo próximo. Lendo a Palavra, descobri uma outra princesa que teve esta característica: A Filha de Faraó. Seu nome nem é citado na Bíblia, porém, ela é de grande valor para a história dos hebreus. Se não fosse por ela, Moisés não teria sobrevivido e não haveria alguém que libertasse os hebreus do Egito mais tarde.
Tudo começa quando Faraó, o rei do Egito, resolve matar todas as crianças do sexo masculino que nascesse entre os hebreus. Como as mulheres hebréias eram muito férteis, ele tinha medo que o povo se multiplicasse mais ainda, tornando-se assim um povo bem mais numeroso que os próprios egípcios e percebessem que, por serem em maior número, poderiam se rebelar contra Faraó e deixarem de ser escravos em terra estranha. Faraó deu ordem a todas as parteiras que, quando fossem ajudar as hebréias durante o parto, se fosse menina, poderia deixar viva, porém, se fosse menino, deveriam matá-lo. Porém, como relata a Bíblia, por “temor a Deus”, elas não obedeceram e ainda  mentiram dizendo a Faraó que, quando elas chegavam para fazer o parto, as hebréias já tinham dado à luz.
Dentre os hebreus, havia uma mulher chamada Joquebede. Ela teve um lindo menino e conseguiu esconde-lo por três meses. Quando não pôde mais, teve uma estratégia. Colocou-o dentro de um cesto betumado e lançou-o no rio, a fim de que, levado para longe pelas águas, alguém o encontrasse e cuidasse dele. É aqui que surge a Filha de Faraó. Ela estava se banhando no rio quando avistou aquele cesto. Vamos acompanhar a história:

Êxodo 2:6

“Abrindo-o, viu a criança; e eis que o menino chorava. Teve compaixão dele e disse: Este é menino dos hebreus”.

·                     Ela sabia que aquele menino era um hebreu e, sendo a filha do homem que ordenou a morte daquela criança, se moveu de compaixão pelo bebê. Ela teve sensibilidade pela causa do próximo. E será que nós, princesas do Reino de Deus, temos tido essa sensibilidade para com o nosso próximo? Como reagimos diante da necessidade de um irmão? Quando alguém nos pede ajuda, estamos dispostas a ajudar? Ela era princesa e, como tal, estava numa situação confortável. Ela não precisava ter se preocupado com aquele bebê. Ao contrário, ela poderia até mesmo ter levado ao pai. Mas não, sua atitude mostrou sua total desaprovação às idéias de Faraó. Ela era sua filha, mas era diferente. Seu coração era piedoso, amoroso e não egoísta. Como princesas do Reino de Deus, nossa situação também é bastante confortável. Apesar de termos problemas, sabemos a Quem recorrer e sempre temos tudo o que necessitamos. Mas, nos preocupamos com o próximo?

Êxodo 2:9

“ Então, lhe disse a filha de Faraó: Leva este menino e cria-mo; pagar-te-ei o teu salário. A mulher tomou o menino e o criou”.

·                     Ela pagou um preço para que ele fosse cuidado e suas necessidades atendidas. Qual é o preço que hoje podemos pagar em favor de outra pessoa? Não é apenas com dinheiro que se paga um preço por alguém, mas também podemos pagar o preço através de oração, intercessão, jejum, apoio, amizade, carinho, afeto. Temos feito isso? Será que, ao sabermos dos problemas de alguém, temos tido disposição de pagar o preço por este alguém?

Êxodo 2:10

“Sendo o menino já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, da qual passou ele a ser filho. E esta lhe chamou Moisés e disse: Porque das águas o tirei”.

·                     Ela o adotou e lhe deu um novo nome. Ela não só permitiu e providenciou para que ele tivesse vida, mas também o trouxe para si e lhe deu nome. Só uma mãe ou um pai de verdade fazem isso. Deus também fez isso tudo por nós. Ele nos deu a vida quando nos criou, providenciou a nossa salvação da morte eterna através do Seu maior sacrifício: Jesus, e assim, nos adotando como filhos, nos deu o sustento pela Sua palavra e um novo nome (Apocalipse 2:17).

O mais interessante nessa história toda é que, esta princesa, a Filha de Faraó, fez isso tudo sem imaginar quem um dia seria Moisés. Jamais passou pela sua cabeça que seu filho adotivo, aquele bebê inocente, seria um dia, o libertador dos hebreus. Deus sempre faz coisas que jamais imaginamos quando nos preocupamos com a causa do próximo. Principalmente, quando fazemos algo bom para alguém sem esperar nada em troca. Isso é agradável aos olhos D’Ele. Infelizmente uma atitude assim nos dias de hoje é quase impossível, pois num mundo em que as pessoas sempre se preocupam apenas consigo mesmo, sempre egoístas, materialistas, e muitas vezes sacrificando o tempo que deveriam estar com suas próprias famílias para conseguirem o que querem, fica difícil pensar na dor e no sofrimento do próximo.
Mas, existe algo que pode trazer essa sensibilidade para os nossos corações: o amor de Deus, o amor que Jesus nos ensinou e que Ele mesmo tem por nós.
Em Mateus 22: 37-40 diz:

“Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os profetas”.

O que Jesus queria dizer com isso? Moisés havia deixado dez mandamentos e agora Jesus diz que apenas estes dois importam? E os outros?
Quantas vezes fazemos tantas coisas na nossa vida, fazemos coisas até mesmo na Casa de Deus, pensando assim que estamos O agradando, mas, fechamos os nossos ouvidos ao clamor do pobre e do necessitado. Às vezes este pobre e necessitado esteja dentro da nossa casa, no ambiente de trabalho, e, sem perceber seu problema, o ignoramos.
Nos tempos de Jesus, e ainda hoje, as pessoas dizem que fazem tudo, qualquer coisa para agradar a Deus, mas, na verdade, não é bem assim. Muitos de nós, pensando em agradar a Deus, agimos na religiosidade.
Estas palavras de Jesus eram justamente para nos mostrar que, por mais que eu faça coisas para Deus, por mais que eu tenha uma vida exemplar diante de Deus e dos homens, por mais que eu pague minhas contas em dia e não deva nada a ninguém, se eu não tiver amor pelo próximo, eu estarei anulando todas as coisas boas que eu faço. Por outro lado, se eu amar em primeiro lugar a Deus e amar o meu próximo como a mim mesmo, automaticamente, eu estarei cumprindo toda a Lei de Deus. Amar a Deus significa ter temor, zelo, pela minha comunhão com Ele. Amar ao próximo significa me preocupar com as outras pessoas. A partir do momento que eu tenho temor de Deus, eu não vou pecar contra Ele. A partir do momento que eu me preocupo com o próximo, eu não vou matá-lo, não vou furtá-lo, não vou dar falso testemunho, não vou cobiçar o que é do próximo, enfim, não vou fazer para outro o que eu não faria contra mim mesmo. “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” é isso: fazer pelo próximo o que eu faria por mim, cuidar do próximo como cuidaria de mim. Este é o nobre sentimento que deve estar no nobre coração daqueles que fazem parte de um Grande Reino, o Reino de Deus. E é este sentimento que Deus, o Rei, quer que habite sempre em nossos corações.
Espero que este estudo tenha sido tão bênção para você o quanto foi para mim. Quero encerrar com o seguinte trecho da Palavra de Deus, que diz:

“ A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a Lei”.
Romanos 13:8

* Paulo resumiu as obrigações dos cristãos para com os outros no mandamento de amor ao próximo, identificado como qualquer pessoa em necessidade. (Ref. Comentário Bíblia de Estudo da Mulher,R.A.)
Em outras palavras, devemos ajudar, dar apoio, a qualquer pessoa necessitada. Lembrando que, existem vários tipos de necessidades. Que tenhamos sempre um coração sensível às necessidades do próximo, assim como a Filha de Faraó que, mesmo sendo princesa de um reino incrédulo, livrou a vida de Moisés da morte. Se ela pôde fazer isso, quanto mais nós que somos princesas que amam e honram ao Único e Grande Rei?

ORAÇÃO FINAL:

“Pai querido, muito obrigada por me fazer conhecer mais da Tua Palavra e da Tua vontade para minha vida. Te agradeço pois através deste estudo pude aprender um pouco mais sobre agrada-Lo. Mantenha o meu coração livre de todo egoísmo. Abre Senhor os meus ouvidos às necessidades do meu próximo e capacita-me a ser uma bênção a todos aqueles que me cercam. Obrigada Pai querido por ter me adotado como Sua filha e feito de mim a princesa que hoje sou. Que eu possa sempre estar dentro dos padrões do Teu Reino. Obrigada pelo seu amor e cuidado comigo. Em nome de Jesus, Amém!”

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